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28 jul 2014

MEMÓRIAS DA RAINHA SANTA

QUERALT DEL HIERRO, MARÍA DEL PILAR. Memórias da Rainha Santa. [La rosa de Coimbra]. Trad. Boléo, João Bernardo Paiva.Lisboa: A Esfera dos Livros, 2009. ISBN: 978-989-626-144-3.

Sinopse
Frei Ramón de Alquézar, homem rijo e determinado, não levava mais do que uns pertences pessoais, um par de livros de orações e o precioso manuscrito de capa de couro que guardava com a sua vida nesta viagem até Roma. Por ele tinha abandonado o Convento de Olivar perto de Saragoça e quebrado os seus votos conventuais. O seu objectivo era levar este manuscrito ao Papa Urbano VIII e deixar provado que Isabel de Aragão, rainha de Portugal, merecia subir aos altares e ser considerada santa pela Igreja Católica. Através das páginas deste precioso manuscrito escrito pela mão da própria rainha, ficamos a conhecer a vida desta mulher que nasceu infanta de Aragão, no frio e inóspito mês de Fevereiro de 1271, em Espanha. Mas ficou para a História como Rainha Santa Isabel de Portugal, mulher de D. Dinis, mãe do futuro rei D. Afonso IV. Romance da Rainha, tornada santa, mas também da mulher que assistiu às constantes traições do marido, homem de muitas amantes e visitante habitual do Convento de Odivelas, e que deixou a seu cuidado muitos filhos bastardos para educar e cuidar. Culta, energética e corajosa, Isabel dedicou-se com humildade e piedade ao auxiliar os doentes e os mais necessitados, fundando ou patrocinando igrejas, mosteiros, hospitais e asilos. Quando termina de ler a última página do manuscrito, o Papa Urbano VIII está verdadeiramente enfeitiçado pela vida de Isabel de Portugal que acaba por subir aos altares a 25 de Maio de 1625. O pobre padre Ramón de Alquézar não coube em si de contente. Estava cumprida a sua missão.

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AS MULHERES DE D. MANUEL I

QUERALT DEL HIERRO, MARÍA DEL PILAR. As Mulheres de D. Manuel I. [Las damas del rey]. Trad. Quintela, Maria do Rosário. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2010. ISBN:  978-989-626-247-1.

Sinopse
D. Manuel estava nervoso, aquela era a mulher que sempre amara. Que sempre desejara. Já a noiva sentia-se resignada, na verdade, depois de ter ficado viúva de D. Afonso, filho de D. João II e herdeiro do trono de Portugal, sonhara enveredar por uma vida religiosa, ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Mas quis o destino que os seus pais a entregassem a D. Manuel I, primo do seu falecido sogro.
Isabel de Aragão tornava-se a primeira das damas do novo soberano de Portugal, mas o casamento durou pouco mais de um ano e, para grande tristeza de D. Manuel, a sua doce mulher esvaiu-se em sangue aquando do nascimento do seu primeiro filho, D. Miguel.
Era preciso arranjar uma nova mulher. D. Maria de Aragão, sua cunhada com quem casou em 1500. Mas mais uma vez o fim seria trágico. D. Manuel voltava a cair numa profunda tristeza ao ver a sua amante, fiel companheira e conselheira dar o último suspiro em 1517.
Não era justo passar pelo mesmo sofrimento. D. Manuel ameaçou abdicar em nome do seu filho D. João, retirar-se para um mosteiro, mas para surpresa de muitos, ao olhar para o retrato de D. Leonor de Aragão, prometida do seu filho e herdeiro D. João III, o soberano enamorou-se de novo.

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http://es.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADa_Pilar_Queralt_del_Hierro